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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MAIS SOBRE O COMERCIO JUSTO

A Ben&Jerry’s e o Comércio Justo

Benjerrys fairtrade.jpg
A Ben&Jerry’s foi a primeira marca de gelados do Mundo a utilizar ingredientes certificados de Comércio Justo. Começou a fazê-lo em 2005, com o café do sabor Coffee Coffee Buzz Buzz, nos EUA. Um ano depois, lançou o primeiro gelado de baunilha Fairtrade do Mundo. Hoje, a gama disponível em Portugal tem cinco sabores com este selo: Vanilla, Vanilla Toffee Crunch, Chunky Monkey, Chocolate Macadamia e Fairly Nuts.
Em Fevereiro de 2010, a Ben&Jerry’s anunciou o compromisso de certificar todo o seu portfólio de sabores com o selo de Comércio Justo até 2012. Globalmente, este processo envolve a conversão de mais de 121 pedaços e remoinhos, feitos à base de onze ingredientes diferentes, entre os quais cacau, banana, baunilha e frutos secos. Com este compromisso, a Ben&Jerry’s vai melhorar as condições de vida de mais de 24.000 agricultores.

 Ligações externas

Commons
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Comércio justo

No Brasil

Em Portugal

http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_justo

A REDE ESPAÇO POR UM COMÉRCIO JUSTO

 

Ecj PT pequeno.jpg

Espaço por um Comércio Justo (ECJ) é uma rede que reúne cerca de 30 organizações do Estado Espanhol e Portugal. Criada em 2006, surgiu com o propósito de afirmar uma visão de Comércio Justo (CJ) enraizada na Economia Social e Solidária, para além da perspectiva Norte/Sul habitualmente defendida pelo movimento. Neste sentido, propõe reflexões e acções transformadoras mais alargadas a nível mundial no âmbito da produção, transformação, distribuição, comércio e consumo, já que num mundo globalizado as repercussões do modelo agroalimentar dominante afectam os actores de toda a cadeia comercial, dos produtores aos consumidores, e os ecossistemas, tanto no Sul como no Norte geopolítico. A rede ECJ assenta a sua luta na Soberania Alimentar dos povos e na consolidação de modelos de certificação participativa como alternativas à agroindústria e às certificadoras tipo FLO (Fair Labelling Organization), criada principalmente para favorecer a venda dos produtos do CJ na grande distribuição alimentar.
Documentos de princípio desta rede:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_justo

COMERCIO JUSTO - PRINCÍPIOS


Produtos de comércio justo e solidário: artesanato africano
 (instrumentos musicais, cerâmica e chás).


 
Todos as organizações envolvidas no circuito do Comércio Justo devem obedecer aos seguintes princípios:
  • A preocupação e o respeito pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do comerciante;
  • A criação de meios e oportunidades para os produtores melhorarem as suas condições de vida e de trabalho, incluindo o pagamento de um preço justo (um preço que cubra os custos de um rendimento aceitável, da protecção ambiental e da segurança económica);
  • Abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e informação mútua, entre todos os intervenientes na cadeia comercial, sobre os seus produtos e métodos de comercialização;
  • Envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afectam;
  • A protecção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, das crianças e dos povos indígenas;
  • A consciencialização para a situação das mulheres e dos homens, enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades;
  • A promoção da sustentabilidade através do estabelecimento de relações comerciais estáveis de longo prazo;
  • A educação e a participação em campanhas de sensibilização;
  • A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_justo

COMERCIO JUSTO

Comércio justo (Fair Trade em inglês) é um dos pilares da sustentabilidade econômica e ecológica (ou econológica, como vem sendo chamada).
Trata-se de um movimento social e uma modalidade de comércio internacional que busca o estabelecimento de preços justos, bem como de padrões sociais e ambientais equilibrados, nas cadeias produtivas.
A idéia de um comércio justo surgiu nos anos 1960 e ganhou corpo em 1967, quando foi criada, na Holanda, a Fair Trade Organisatie. Dois anos depois, foi inaugurada a primeira loja de comércio justo. O café foi o primeiro produto a seguir o padrão de certificação desse tipo de comércio, em 1988. A experiência se espalhou pela Europa e, no ano seguinte, foi criada a International Fair Trade Association, que reúne atualmente cerca de 300 organizações em 60 países.
O movimento dá especial atenção às exportações de países em desenvolvimento para países desenvolvidos, como artesanato e produtos agrícolas. Em poucas palavras, é o comércio onde o produtor recebe remuneração justa por seu trabalho.
Composição do preço final do café ao consumidor, na Europa Ocidental.
 44,9%impostos, direitos aduaneiros, frete
 23,7%margem do varejo
 17,8%margem dos atacadistas e torrefadores
 8,5%proprietários da plantação
 5,1%salários dos trabalhadores
Alguns países têm consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos vendidos através do comércio justo. Esta opção ética tem permitido aos pequenos produtores de países tropicais viver de forma digna ao fazeram a opção pela agroecologia, como agricultura orgânica.
O comércio justo é definido pela News! (a rede européia de lojas de comércio justo) como "uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentável. O comércio justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é promover a eqüidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_justo